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Anestesiologia: o que é, residência, atuação, remuneração e mais!

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Anestesiologia: o que é, residência, atuação, remuneração e mais! — Confira um guia completo sobre a Anestesiologia, incluindo informações sobre a residência médica, áreas de atuação, salário e muito mais!

O campo da Anestesiologia é multidimensional, abrangente e desafiador, atributos que o tornam uma das principais escolhas de carreira dos profissionais da área médica. Ademais da prática clínica como anestesiologista em centro cirúrgico, os especialistas em tal área podem ter vasta área de atuação em assistência, pesquisa,e educação, e depende, no dia a dia da profissão, do domínio de um amplo espectro de conhecimento de diversas áreas como Neurologia, Pneumologia, Infectologia e Cardiologia.

A residência médica em Anestesiologia é fundamental para obter a competência necessária para atuar nesta especialidade, tem uma duração de três anos. Durante esse tempo, o médico aprofunda seus conhecimentos na ciência da anestesia, adquire habilidades para lidar com pacientes críticos e realiza procedimentos que o ajudarão a lidar efetivamente com diversas situações clínicas no futuro. Neste guia, abordaremos em detalhe como funciona a residência médica em tal especialidade e o processo para ingresso nela, áreas de atuação de tal especialista, remuneração, e mais aspectos relacionados a esta fascinante especialidade médica. 

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O que é a Anestesiologia?

A Anestesiologia é uma especialidade médica que se dedica ao estudo e administração de anestesias, com o objetivo de proporcionar ao paciente a ausência de sensações durante um procedimento cirúrgico ou outro tipo de intervenção médica. Os anestesiologistas são os médicos responsáveis por garantir o conforto e a segurança do paciente durante todo o procedimento.

A anestesia é uma técnica que possibilita a realização de cirurgias e outros procedimentos médicos de forma segura e sem dor para o paciente. O anestesiologista tem um papel crucial nesse processo, pois é responsável por avaliar o estado de saúde do paciente, indicar o tipo de anestesia mais adequado e monitorar constantemente os sinais vitais durante o procedimento.

Áreas de atuação em anestesiologia

Em relação à assistência, a atuação do anestesiologista não se limita ao centro cirúrgico – tal especialista pode atuar em diversos pontos da assistência à saúde: no pronto-socorro, auxiliando no manejo de pacientes com dor; no centro obstétrico, coordenando a analgesia periparto; em setores de realização de procedimentos, como endoscopia digestiva alta ou colonoscopia, ou na sala de hemodinâmica; e até mesmo em clínicas, p.ex., de oftalmologia, no auxílio à realização de bloqueios oftalmológicos para a realização de pequenos procedimentos.

Entre os procedimentos mais empregados para alívio da dor na prática anestésica – e, além disso, muito avaliados pelas provas de residência médica -, têm-se as técnicas de anestesia do neuroeixo. Observe, na ilustração do livro digital Princípios de Anestesiologia do Extensivo do Estratégia MED, a representação da diferença entre a anestesia peridural e a raquianestesia.

Além das atividades assistenciais, tem-se a possibilidade de atuação na área de pesquisa e ensino, vinculadas a faculdades e universidades. A anestesia moderna depende do domínio de múltiplos equipamentos avançados, que monitoram as características fisiológicas dos pacientes e auxiliam a mantê-los estáveis durante procedimentos cirúrgicos. Tais equipamentos estão em processo de constante evolução, e os anestesiologistas atuantes na área de pesquisa têm papel vital em tal processo.

A curva de capnografia consiste em um dos principais parâmetros ventilatórios monitorados pelo anestesista durante a anestesia geral. Trata-se da medição contínua do CO² expirado pelo paciente, cuja análise permite ao médico identificar, de modo precoce, alterações ventilatórias e hemodinâmicas. Observe, no esquema presente no livro digital Princípios de Anestesiologia do Extensivo do Estratégia MED, os diferentes padrões de curva de capnografia e sua interpretação.

Adicionalmente, muitos anestesiologistas se dedicam a atuar na área de gestão em saúde, participando, em clínicas e em hospitais, do planejamento e organização das equipes de anestesia, do gerenciamento dos recursos necessários para os procedimentos anestésicos e da avaliação e controle da qualidade dos serviços prestado

Residência médica em Anestesiologia

A Residência Médica em Anestesiologia é uma etapa fundamental na formação do médico que deseja se especializar nessa área. Nesse período, o profissional adquire conhecimentos teóricos e práticos avançados, além de desenvolver habilidades específicas para a prática da anestesiologia.

Requisitos para ingressar na residência médica

Para se candidatar à Residência Médica em Anestesiologia, é necessário ter concluído o curso de Medicina em uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Além disso, é preciso realizar a prova de residência médica. A seguir, é necessária a aprovação em processo seletivo para programa de residência em tal área, que envolve diversas etapas, como prova teórica, análise curricular, prova prática e entrevista. A residência terá, então, duração de três anos, com rotina abordada a seguir.

Rotina da residência em Anestesiologia

A residência em Anestesiologia é uma etapa fundamental na formação do médico anestesista. Durante esse período, o profissional adquire conhecimentos teóricos e práticos que serão essenciais para a sua atuação futura. 

Como ocorre nas residências em geral, a residência é dividida em rodízios de algumas semanas (usualmente, de 4 a 6 semanas), durante os quais os residentes concentram-se em atividades específicas. A divisão dos rodízios varia entre os programas de residência e, de modo geral, visa a permitir que o residente atue nos cenários diversos em que poderá trabalhar ao concluir sua formação, e nas cirurgias das mais diversas especialidades cirúrgicas; os rodízios possibilitam que o residente domine um amplo conteúdo programático, que inclui:

  • Farmacologia dos anestésicos;
  • Monitorização dos pacientes;
  • Anestesia em diferentes especialidades, como cirurgia geral, ortopedia, neurologia, entre outras;
  • Anestesia para procedimentos obstétricos;
  • Anestesia em situações de emergência;
  • Manejo da dor aguda e crônica;
  • Cuidados intensivos em anestesiologia.

Em alguns programas de residência, p.ex., os residentes atuam, durante cada rodízio, em cirurgias apenas de uma especialidade cirúrgica, como ortopedia, cirurgia digestiva etc, ademais de rodízios de atendimento ambulatorial (consultas pré-anestésicas) e rodízios de atendimento em centro obstétrico. Em outros programas, os rodízios de centro cirúrgico não incluem necessariamente a atuação em cirurgia de apenas um especialidade por vez.

Carga horária e Aprendizado

A carga horária da residência em Anestesiologia pode variar de acordo com o programa e instituição onde o médico está realizando a especialização. Em geral, a carga horária é intensa, envolvendo plantões noturnos, finais de semana e feriados. Ainda que a regulamentação vigente sobre as residências médicas estipule a carga horária semanal de 60 horas, é frequente que as residências de anestesiologia ultrapassem tal limite, chegando a 80 a 90 horas durante rodízios de maior intensidade.

Durante a residência em Anestesiologia, o aprendizado é intenso e contínuo, sendo construído pela prática constante aliada ao estudo teórico. É essencial que o residente aprofunde seus conhecimentos teóricos sobre a fisiologia e a farmacologia relacionadas à anestesia, aprenda a escolher e administrar a anestesia mais adequada a cada paciente, e domine os principais procedimentos e tecnologias de monitorização dos pacientes necessários à prática da anestesiologia.

Responsabilidades do médico

À medida que avançam nos três anos de formação, os residentes adquirem responsabilidades crescentes. No primeiro ano, devem aprender todos os procedimentos básicos da anestesiologia junto aos médicos assistentes e preceptores, com pouca independência; no segundo e terceiro anos, têm mais independência para realizar anestesias com o menor auxílio de seus preceptores, e atuam, com maior frequência, em cirurgias de urgência e emergência, e em cirurgias de maior porte.

Além da assistência direta, o médico em residência também tem a responsabilidade de atualizar-se constantemente, participando de cursos, congressos e discussões científicas. A pesquisa e o ensino também fazem parte das atribuições do anestesista residente.

Como ingressar na residência médica em Anestesiologia

A residência médica em Anestesiologia é uma etapa fundamental na formação de médicos especialistas nessa área. Para ingressar nessa modalidade de residência, é necessário passar por um processo seletivo e atender a certos critérios de avaliação. 

Processo de seleção

O processo seletivo para a residência médica em Anestesiologia, comum às residências de acesso direto em geral, envolve a realização de uma prova teórica e uma fase prática.

 A prova teórica avalia os conhecimentos gerais do candidato em cinco áreas: clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, e medicina preventiva. Tal prova é constituída, geralmente, por cerca de 100 questões de múltipla-escolha, divididas igualmente entre tais áreas; em algumas instituições, p.ex., UNICAMP, tal etapa pode incluir também questões dissertativas.

A seguir, muitos processos seletivos incluem uma prova prática, constituída por estações que simulam situações clínicas nas quais são avaliadas habilidades práticas dos candidatos, como realização de anamnese, exame físico, procedimentos básicos e tomada de decisões. Tal etapa não é uma constante entre os processos seletivos, estando incluída, p.ex., no processo seletivo de instituições para residência na USP-SP ou no Hospital Israelita Albert Einstein.

Por fim, é comum que os processos seletivos incluam uma etapa de avaliação curricular, em que o histórico escolar dos candidatos e experiências prévias como pesquisa científica e realização de estágios são avaliados; pode haver também uma etapa de entrevista, em que os currículos são analisados e aspectos subjetivos dos candidatos são discutidos pelos avaliadores.

Ao término do processo seletivo, as notas das três etapas compõem uma média final, com a qual os candidatos são classificados e, de acordo com o número de vagas disponibilizado, podem ingressar na residência.

Como se preparar para o processo seletivo para a residência médica em Anestesiologia

A preparação para o processo seletivo para a residência em anestesiologia, bem como para as especialidades de acesso direto de modo geral, exige que os candidatos conheçam as etapas avaliativas de sua instituição de interesse e se dediquem a elas.

De modo geral, todos os processos para residência em especialidades de acesso direto, como a Anestesiologia, incluem uma prova teórica, que avalia os conhecimentos gerais do candidato em cinco áreas: clínica médica, pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, e medicina preventiva. Como recursos para tal preparo, os candidatos costumam se valer de materiais diversos, como:

  • Bancos de questões comentadas: a utilização de bancos de questões permite aos candidatos estudar os temas abordados pelas provas com questões comentadas, um dos meios comprovadamente mais eficazes para o aprendizado.

Entre os bancos de questões utilizados pelos candidatos, o banco do Estratégia MED destaca-se por ter mais de 90.000 questões, a maioria das quais comentada com comentários detalhados em vídeo e em texto, feitos por professores especialistas no tema, e pela grande capacidade de filtrar as questões no estudo, que permite aos candidatos selecionar, com grande especificidade, qual aspecto do tema desejam estudar, dentre outros detalhes.

P.e.x, observe como o banco permite filtrar, em detalhes, apenas as questões já avaliadas sobre um subtema dentro do tema “Hipertensão” e, a seguir, acessar as questões desejadas, com comentários em texto e em vídeo.

  • Provas anteriores: ademais do estudo por questões individuais, é essencial que os candidatos se habituem a realizar provas de residência anteriores na íntegra, para que se habituem ao estilo da instituição de interesse e ao cansaço que pode surgir ao realizar provas inteiras.

O extensivo do Estratégia MED inclui uma grande gama de provas na íntegra. Observe abaixo tela ilustrativa do sistema do Extensivo, que as provas são organizadas de acordo com o estado de origem e a instituição envolvida, e podem ser acessadas na íntegra com comentários em texto e em vídeo; apenas para provas do estado de São Paulo, o banco inclui provas de diversos anos anterior de 35 instituições.

  • Vídeo-aulas e Livros digitais: assistir vídeo-aulas e ler textos sobre os temas constitui em métodos de exposição inicial aos temas estudados muito utilizados pelos candidatos.
  • Flashcards: o estudo com flashcards auxilia os candidatos a memorizar, por meio da repetição espaçada, os principais conceitos avaliados pelas provas.

Os candidatos costumam se valer de cursinhos preparatórios para o acesso a tais materiais no preparo para os processos seletivos. O Extensivo do Estratégia MED destaca-se, nesse sentido, pela diversidade de tipos de materiais de estudo que oferece e pela facilidade com que são acessados. Assim, o aluno pode adequar seu estudo aos métodos que lhe permitem melhor absorver o conteúdo, seja por vídeos, livros, resumos, revisão de slides, mapas mentais ou flashcards:

A preparação para a prova prática, necessária para os processos seletivos que a incluem, pode envolver o estudo de estações práticas previamente cobradas pela instituição de interesse e por outras instituições – as provas práticas de residência médica são geralmente compostas por estações que simulam atendimentos clínicos, com duração de 5 a 10 minutos, nos quais habilidades dos candidatos em realização de anamnese, exame físico e de procedimentos são avaliadas.

O Estratégia MED contém um curso específico de preparação para a prova prática, com vídeos sobre a estrutura geral das provas práticas para residência médica e sobre múltiplas estações, cobradas ou não por provas anteriores; o estudo por vídeos e checklists de estações permite que os candidatos se familiarizem com o modo como as provas realizam estações práticas e quais aspectos são valorizados pelos avaliadores.

Para a etapa de avaliação curricular, é essencial que os candidatos analisem os aspectos curriculares valorizados pelo processo seletivo, indicados em seu edital, e incluam-nos com clareza, e com as respectivas comprovações, em seus currículos; entre os aspectos mais comumente valorizados nos editais, têm-se o histórico acadêmico, estágios extracurriculares, participação em ligas acadêmicas, trabalhos científicos, etc.

Por fim, é frequente que os processos incluam uma etapa de entrevista, em que os tópicos descritos no currículo dos candidatos podem ser destrinchados, e as características subjetivas dos candidatos são analisadas pelos avaliadores. Para o preparo a tal etapa, é necessário que os candidatos saibam descrever com clareza as principais atividades que tenham relatado em seus currículos, e possam responder a perguntas subjetivas sobre sua formação e sobre os motivos de seu interesse pela especialidade e pela instituição desejada.

Remuneração em Anestesiologia

A remuneração em Anestesiologia é um dos aspectos que chama a atenção de muitos médicos que desejam seguir essa especialidade. Saber sobre o salário médio e as referências salariais no Brasil pode ser fundamental na tomada de decisão profissional.

Salário médio em Anestesiologia

Para ter uma noção mais concreta sobre as referências salariais em Anestesiologia no Brasil, é importante considerar informações disponíveis em pesquisas e levantamentos de dados realizados por órgãos competentes.

Segundo pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), a média salarial para um anestesiologista recém-formado é de aproximadamente R$13.000 a R$14.000 mensais. Já para um especialista com experiência e maior tempo de atuação, a remuneração pode variar entre R$20.000 a R$25.000 mensais.

É importante destacar que esses valores podem ser diferentes em cada região do país, pois fatores econômicos e demográficos também influenciam na remuneração. Algumas áreas metropolitanas e regiões com maior demanda por anestesiologistas tendem a oferecer salários mais altos. Por exemplo, anestesiologistas dedicados à atuação autônoma, provendo anestesia em procedimentos e cirurgias particulares e vinculadas a convênios médicos, p.ex., por obter ganhos maiores próximos a R$40.000 mensais.

Tal flexibilidade de atuação, que permite ao anestesiologia atuar junto a grupos de anestesiologistas, associado a hospitais públicos ou privados, ou de modo freelancer, de acordo com suas preferências pessoais, constitui um dos fatores que mais comumente atraem os médicos a esta carreira.

Conclusão

A carreira em anestesiologia é multifacetada e desafiante. Abrangendo diversas dimensões da prática médica, desde a assistência ao paciente crítico e procedimentos complexos, até a integração de conhecimentos diversos tais como neurologia, pneumologia, infectologia e cardiologia, a especialidade requer uma formação robusta e dedicada. Para se tornar anestesiologista, o caminho não é curto: após a graduação em medicina, são necessários pelo menos três anos de residência em anestesiologia.

Ainda que a jornada seja desafiadora, os profissionais dessa especialidade, com a devida formação e experiência, têm a possibilidade de fazer uma real diferença na saúde dos pacientes. Certamente, é uma carreira recompensadora para aqueles que encontram realização no cuidado ao paciente e no constante aprendizado.

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